Meus pais me batizaram com o nome Michelle Maia Borges, mas meus amigos me chamam de Mi ou Michas. Tenho 21 anos e desde criança sempre gostei de histórias – tanto de escutá-las, como de lê-las ou criá-las. Essa deve ser uma das razões que me fizeram querer ser jornalista e ingressar no curso. Gosto de pensar que o jornalista tem o poder de dar a voz àqueles que não conseguem falar.
A escolha que mudou o rumo de tudo
"Tudo o que sabemos é que não sabemos como será". Noel Gallagher
Decidi fazer jornalismo quando estava no terceiro ano do ensino médio, mas resolvi fazer cursinho antes. Depois de um ano de estudo e de vestibulares, chegaram os resultados. Passei na Universidade Metodista, me matriculei e comecei a procurar apartamentos para alugar em São Bernardo do Campo, pois moro em São Paulo e nem cogitei a possibilidade de ir e voltar para casa todos os dias. Vou confessar que, apesar de empolgada com a nova fase que se iniciaria, não estava nem um pouco confortável com a ideia de morar em outra cidade, longe dos meus pais e sem aquelas mordomias que essa vida proporciona.
Faltando apenas uma semana para a mudança começar, saiu a lista de mais um dos vestibulares: a do Mackenzie. Juro que não esperava passar. Quando estava no cursinho, o Mackenzie nem era uma das minhas opções e só fiz a prova por insistência do meu pai. Não vou mentir e dizer que não dei bola para o resultado. A verdade é que eu fiquei muito feliz por ter passado no Mackenzie. Não pela faculdade, mas pelo fato de que, além da minha melhor amiga, outros conhecidos meus também iriam para o Mackenzie.
Não pensei duas vezes e na data marcada, fui ao Mackenzie e me matriculei. Depois de participar de todo aquele ritual de integração à vida universitária – trote, festas, etc. – chegou a hora de estudar de verdade e o curso se mostrou bastante satisfatório. Ao escolher ir para o Mackenzie eu abri mão de muitas oportunidades, como viver sozinha e não ter que prestar satisfações a ninguém. No entanto, ganhei novas vantagens. Além de acompanhar a grade nova do curso - bastante atualizada e voltada para o mercado de trabalho atual -, posso estudar em uma das melhores e mais tradicionais instituições de ensino de São Paulo e do Brasil; além disso, conto com aquela série de mordomias já citadas. É bom chegar em casa, depois de um dia cansativo, e poder contar com o apoio dos meus pais, com a comidinha da
minha mãe e com as brincadeiras da minha irmã.
Além disso, estudando no Mackenzie pude conhecer pessoas incríveis que hoje já fazem parte da minha vida, amigos de verdade, com os quais eu posso contar e que mesmo depois da faculdade poderei manter o contato. Considero alguns professores como importantes para a minha formação como ser humano, não pelo o que eles me ensinam sobre o jornalismo, mas pelo o que ensinam sobre e para a vida.
Hoje percebo que mesmo que pelos motivos aparentemente errados – amigos, família e proximidade de casa -, fiz a escolha certa.