Entre três histórias distintas, Nelina Rita se emociona ao contar sobre a morte da mãe há quatro anos, sobre o nascimento dos netos Vinícius e Júlia e seus dois filhos Kátia e Carlos Roberto, e a viagem definitiva da filha para a Itália.
Pedi que escolhesse uma das histórias e que me contasse com mais detalhes, e mostrar porque aquilo, de fato, marcou sua vida naquele momento. Nelina escolheu, então, falar sobre a filha, sua viagem, os dois anos separadas, e, por fim, o reencontro.
Há cinco anos, Kátia foi para a Itália, trabalhar. Precisava juntar dinheiro, surgiu uma oportunidade de emprego lá e ela não recusou. Foi. Ficou um tempo, trabalhou. Juntou dinheiro. E voltou. Nelina já estava com saudades nessa época, esse período sem a filha já foi bem difícil. Mas tinha o neto e o outro filho para acalentá-la.
Kátia, por motivos pessoais e profissionais, resolveu ir pra ficar e se estabelecer na Itália. Embarcou rumo ao país da bandeira verde, branca e vermelha. Nelina ficou aqui, com o coração na mão, apertado, e sabia que o reencontro iria demorar bastante tempo para acontecer.
“Ela foi para a Itália porque ela conheceu uma pessoa, se gostaram e começaram a namorar pela internet. Foi conhecê-lo, conhecer a família. Todos gostaram muito dela. E eles resolveram se casar.”, conta Nelina. E quando Kátia resolveu ir definitivamente para lá foi para se casar. Está há 3 anos na Itália. Nelina ficou 2 anos sem vê-la.
Ano passado, 2010, Nelina foi para lá, visitá-la, em agosto, época de férias deles. “E quando eu fiquei muito feliz foi quando eu pude ir lá visitá-la, fiquei muito feliz de eu ter ido lá, conhecer o país, os pais do marido da minha filha, meu genro, a Itália”, conta Nelina. Estava muito calor. A cidade era Dolo, região entre Veneza e Pádova. “A cidade muito gostosa, muito tranquila, bonita, a cidadezinha que fica entre as montanhas. Tudo muito organizado. Fiquei um mês lá, passeando, conheci vários lugares que nunca imaginei que veria”, completa.
Ela fala com a filha quase todos os dias pelo telefone. Conversam como se estivessem próximas. Planejam outra viagem, mas nada muito certo ainda. A distância separa as duas, mas o amor de mãe e filha é muito mais forte.
“Uma coisa que não vou esquecer nunca, muito boa essa viagem!”, finaliza.
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