“Meu avô, era mecânico na República Tcheca e veio ao Brasil na década de 40, fugindo da guerra e da invasão russa”, conta Jimmy Piroutek. E eu já sabia que por essa frase inicial, as lembranças que ele me contaria seriam ditas com muito carinho por uma pessoa que já se foi faz tempo.segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Diários de Motocicleta
“Meu avô, era mecânico na República Tcheca e veio ao Brasil na década de 40, fugindo da guerra e da invasão russa”, conta Jimmy Piroutek. E eu já sabia que por essa frase inicial, as lembranças que ele me contaria seriam ditas com muito carinho por uma pessoa que já se foi faz tempo.quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Aquele beijo
Aos 16 anos, todos os seus amigos já tinham beijado alguém. Ele estava esperando a pessoa certa. “Não que eu quisesse casar com a primeira pessoa que beijasse, mas não queria desperdiçar esse momento especial, do qual eu me lembraria o resto da vida, com uma pessoa qualquer”. Para Felipe, tinha que ser especial.
Em janeiro de 2008, ele foi passar as ferias da escola em Três Corações, onde alguns de seus parentes moram. A terra do Pelé, como ele mesmo diz. Hoje, a cidade lhe traz recordações de sua infância e seu crescimento. E ele guarda uma grande lista de amigos de lá, talvez maior do que a de amigos de sua própria cidade, São Paulo.
Como a cidade é pequena, a diversão de Felipe e de “um bando de adolescente”, como ele mesmo coloca, que ainda dependem da permissão dos pais era ficar em casa, assistindo filmes, brincando com jogos de tabuleiro e videogames, tocando violão, cantando e ressuscitando brincadeiras "antigas".
E foi em uma dessas brincadeiras na casa dos amigos que ele viu as coisas mudarem de figura. “Eu nunca tinha ficado com ninguém, nem meninos nem meninas, mas já sabia que os meninos me atraiam muito mais. Era como se eu só estivesse esperando para ter a confirmação”.
Dentre seus amigos, Marcelo se destacava. Pouco eles tinham conversado, mas a impressão que ele passara em Felipe já fora o suficiente para que este o considerasse uma boa pessoa e extremamente bonito. E essa influência era forte o bastante para que Felipe se sentisse envergonhado em se aproximar e conversar com ele – algo diferente de seu feitio normal.
Em uma de suas tardes de férias, ele se reuniu aos amigos na casa de um deles para uma nova sessão de brincadeiras. Ao escurecer, a sugestão foi a clássica “Gato Mia”. A diferença deste dia para os demais era a proximidade entre Felipe e Marcelo naquele dia. “Apesar do frio na barriga que eu sempre sentia quando estava perto dele, eu conseguia conversar com ele sem tremer”.
Durante uma das rodadas, Felipe ficou sem esconderijo. Marcelo e uma outra amiga estavam agachados atrás de um armário e ele decidiu que iria para lá também. O espaço que já era pequeno para duas pessoas, se tornou minúsculo para três.
Felipe ficou frente a frente com Marcelo. O pegador esbarrou em alguma coisa, fez barulho e assustou Felipe, que se desequilibrou. Marcelo o segurou e gesticulou pedindo silêncio. Nada disso importou para o menino que quase estragara a brincadeira com seu jeito assustado. O contado da pele de Marcelo com a sua lhe causou um arrepio. Ele sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo em frações de segundos.
Em uma outra rodada da brincadeira, Felipe e Marcelo acabaram se escondendo no fundo de corredor. Enquanto o pegador se movia, os dois se aproximavam mais e mais. Até que o primeiro não tinha mais para onde ir e eles se viram frente a frente mais uma vez, perto o suficiente para que um sentisse a respiração do outro.
Quem deu o primeiro passo, ele não sabe dizer. “Foi algo tão natural!... Eu estava tão envolvido no momento que esqueci do mundo – e inclusive do pegador vendado que estava perto de nós”.
A chamada para a realidade veio com o esbarrão que a terceira pessoa na cena deu em um interruptor e que acendeu a luz do local.
Não houve choque ou arrependimento ter acontecido com um garoto. “Foi tão simples que eu só estava pensando em como eu tive sorte por ter dado meu primeiro beijo em alguém especial”.
Felipe ainda diz que teve crises de identidade na vida, “mas a partir daquele momento eu tive muita certeza de quem era e do que queria. Eu sabia que tinha mais para "experimentar", mas não fiquei preocupado com isso e deixei as coisas acontecerem”.
Qual a relação do vídeo acima? Essa é uma de suas peças de teatro favoritas e foi um dos DVDs selecionados para a viagem de férias por Felipe. Nenhum de seus amigos de Três Corações tinha assistindo ainda. Ela reaviva o momento por resumir o que foi o mês de janeiro de 2008 para Felipe: muitas risadas, diversão boba de adolescentes e bem estar. E também por ele ter assistido a ela com Marcelo, de mãos dadas por baixo de um edredom.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
A Missão
O dia estava quente e ensolarado, e a música tipicamente boliviana soava alto. Os vendedores atendiam os seus clientes da forma mais atenciosa possível. O cheiro de comida exalava. Era hora do almoço.
Em uma barraca de DVDs pirata, logo ao lado, pendurado no suporte, algo diferente chamava a atenção dos transeuntes: um tipo de quadro metálico com figuras cujos traços indicam a arte andina. Logo abaixo, pendurados, se encontravam alguns amuletos da sorte.
- Qual é a sorte?
- Como? – perguntei, assustada, ao homem que surgiu abruptamente na minha frente.
- Qual é a sorte? – perguntou novamente. No olhar uma expressão que indicava que seu questionamento era óbvio, assim como a sua resposta para tal.
- Nenhuma. Você faz a sua sorte. Muita gente pensa que o amuleto traz sorte, mas na verdade, nós levamos a sorte à ele.
E foi assim que conheci Inti Roman. Na feira da Kantuta, situada no Pari, próximo à estação de Metrô Armênia, na central de São Paulo. O local é uma espécie de ponto de encontro de bolivianos que vivem na capital paulista, onde podem entrar em contato novamente com a cultura de sua terra natal e encontrar pessoas, que como eles, vieram ao Brasil para tentar uma sorte melhor na vida.
Inti Roman é um índio da Nação Ketchua e quando perguntado sobre o seu país ou cidade de origem, sua resposta foi tão direta que a minha primeira reação depois de ouvir foi levar um susto, e depois sorrir. Para mim, aquele homem só podia estar de brincadeira. Eis a recriação do diálogo:
- De onde o senhor vem?
- Do mesmo lugar que você: do Planeta Terra.
Depois do choque, entendi que a minha compreensão do mundo e a de Inti Roman são completamente diferentes. Ele não se denomina boliviano, mas sim um cidadão do mundo, pois compreende que o planeta é de todos, e que essa separação por territórios e países só serve para criar as diferenças, o preconceito e a intolerância.
Natural de Cochabamba, situada na região central da Bolívia, Inti Roman era um artista. Fazia música e também os seus quadros em metal para, assim, difundir a arte milenar andina. Tudo isso mudou há 15 anos, quando recebeu o seu chamado espiritual para o xamanismo.
Após “tomar uma planta”, Inti Roman teve uma visão, que lhe dizia o que deveria fazer e qual era o seu destino. Ele deveria vir a São Paulo, onde iria realizar palestras sobre o xamanismo.
Por isso ele vai à feira da Kantuta todos os domingos. Não só para divulgar a sua arte, mas também para fazer contatos. O xamã conta que antes de receber o seu chamado, ele já conhecia São Paulo, pois costumava vir à cidade para comprar os metais para a sua arte. Ele passava correndo pelas ruas, pois sentia uma energia negativa no ar.
Ele não tem critérios para escolher os lugares onde realizará suas palestras ou as pessoas a quem deverá falar. Ele compreende que é importante não ter preconceitos tanto de quem fala, como de quem ouve. Ele também menciona que a cultura andina perdura há muitos milênios e que desde o seu surgimento, não sofreu alterações, sendo incompreendida e encarada muitas vezes de forma ignorante pelo mundo ocidental. Por isso, sempre distribui os seus cartões de contato, para que as pessoas possam perceber o xamanismo modifica a vida e a visão de mundo das pessoas.
Grande conhecedor também de astrologia, o boliviano identifica o chamado signo astrológico de um pessoa e consegue definir sua personalidade através dele e do comportamento. “Eu escolhi o signo da minha filha. Queria que ela fosse sagitariana”, comenta ele.
Inti Roman divide a sua vida em dois momentos: antes e depois do chamado que recebeu. A partir dele, mudou de cidade, de pais, de idioma e profissão. Sua nova missão de vida é transmitir uma nova percepção do mundo, a partir do conhecimento de seus ancestrais e de plantas expansoras da consciência.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Rede de Corrupção
Desconfiança. Essa é a palavra que define a relação de Guilherme Valquer, 20 anos, com seu pai, Vilmar. Tudo isso começou há três anos quando Vilmar comprou um computador, e o instalou no porão da casa, pertinho da lavanderia - lá foi onde ele começou a passar grande parte dos dias, trabalhando e fazendo projetos no AutoCAD.segunda-feira, 17 de outubro de 2011
À procura da felicidade
Daniela sempre teve como sonho ser famosa. Mas, para ela, isso era impossível na sua cidade Natal, em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. “A cidade era muito pequena”.
Outro sonho de menina seu era conhecer a Xuxa. Ela sabia a letra de todas as músicas, todas as coreografias, tinha um microfone de brinquedo igual ao da apresentadora. E, aos 16 anos, Daniela teve a oportunidade de concretizar dois sonhos de uma vez.
O ano era 2001 e a Rainha dos Baixinhos iria iniciar uma nova fase na TV Globo e precisava de um novo elenco para compor as conhecidas Paquitas. Sem pestanejar, Daniela passou a mão em suas coisas, montou uma mala e fugiu de casa rumo a São Paulo, onde a seleção seria feita.
Durante a viagem de ônibus, a menina ligou para uma prima que morava na capital e pediu para passar uns dias na casa dela. Também ligou para os pais e contou o que estava planejando.
A mãe, dona Tereza, desesperada, ordenou que a menina descesse na primeira parada do ônibus e voltasse para casa. Mas, depois das lágrimas da filha e a explicação de todo o plano, o seu coração de mãe amoleceu e desejou toda a sorte do mundo para Daniela.
Daniela chegou em São Paulo e morou com a prima por, aproximadamente, duas semanas. Não conseguiu dividir o apartamento com ela. “Nossos santos não bateram”.
O teste para Paquita também não funcionou. Mas ela não desistiu de ser famosa.
E durante todas as tentativas, Daniela descobriu o seu amor pela dança e pela música: sua verdadeira vocação.
Depois de sair da casa da prima, Daniela morou em um pensionato de freiras que não compreendiam como uma menina de 16 anos tinha fugido de casa para ser Paquita da Xuxa e estava sozinha em uma cidade como São Paulo.
A próxima casa foi uma quitinete, em um prédio simples na periferia da região oeste. “Tinha todo o tipo de gente morando lá: famílias inteiras, idosos, um grupo de hippies, um menino que usava e vendia drogas, um travesti...”
Hoje, ela é atriz de musicais e tem o seu próprio apartamento na Vila Madalena. Daniela conta que não teria conseguido o que tem hoje se não tivesse cometido a loucura de fugir de casa e que não teria amadurecido tanto em tão pouco tempo.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Rindo à toa
No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Começar de novo
“Eu diria que a decisão mais importante que tomei na minha vida foi a de me mudar de Ubatuba para São Paulo e começar a faculdade. As pessoas à minha volta nunca tiveram muitas aspirações, então, se eu escolhesse ficar por lá e morrer no mesmo hospital onde nasci, não havia quem realmente fosse se preocupar.”. Essa parte da vida de Guilherme se chama Mudança.quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Embalos de sábado à noite!
por Beatriz Backes

Às vésperas de completar 10 anos de existência, o "Brilhantina" marca presença todos os sábados nos rádios do paulistano. Não pode ser considerado um único fato marcante, mas uma sucessão deles: um a cada semana.
O programa de rádio surgiu em 2002, na rádio KISS FM, idealizado por Aldemar Altieri, com o intuito de resgatar sucessos
do rock 'n' roll das décadas de 1950 e 1960 e, inicialmente, apresentado por Felipe Bueno. Um ano depois, o hoje conhecido por Dinossauro da Noite assumiu a ancoragem e a seleção de trilhas.
Os cabelos grisalhos e as sombras sob os olhos mostram toda a experiência adquirida ao longo de tantos anos de vida e profissão. Fernando Barreto já acumula décadas de rádio brasileiro e é considerado pelos insones ouvintes da madrugada, o rei do horário. Desde a saída de Felipe Bueno da rádio KISS FM, ele assumiu a apresentação do "Brilhantina" e pôde, assim, exprimir toda a sua paixão pelo verdadeiro rock 'n' roll e dividir suas experiências revividas a cada música.
Mas foi o dia 12 de fevereiro de 2007 que foi o marco da reviravolta. Ele migrou de emissora e ajudou a transformar a recém-nascida rádio SulAmérica Trânsito no fenômeno radiofônico que ela se tornou. Junto com ele, lá se foi o Brilhantina.
Hoje, mais de que uma pausa na programação exclusiva do veículo, o “Brilhantina” é uma forma de fazer reviver e apresentar “melhor do início dos anos 50 e 60, com histórias, curiosidades e todos os estilos musicais que contribuíram para o surgimento do estilo para as novas gerações”.
Entre uma música e outra, Fernando apresenta curiosidade de seus compositores e sobre o período em que foi escrita, de maneira que o ouvinte possa imergir no ambiente. “ Porque, mais importante do que gostar ou não de uma música, é saber compreender o que ela representou na época”.
Outra curiosidade especialmente planejada e escolhida pelo dedicado apresentador são as temáticas de cada edição do programa. “Já fizemos especiais do dia dos pais, com músicas do Elvis, do dia dos bombeiros… Sempre com músicas que remetam o ouvinte ao tema do dia”.
Fernando também comenta sobre o carinho que os ouvintes adquiriram ao longo desses anos de “Brilhantina”: “Tenho ouvintes de todos os jeitos: desde uma senhora de 90 anos que, todo sábado a noite, liga o rádio antigo dela e dança com o neto pela sala ao som do bom rock ‘n’ roll, até aquele que ligou a rádio apenas para saber das condições do trânsito e escapar de um congestionamento de sábado. De um a outro extremo, não tem um que não mande mensagem para a rádio e comente algo sobre uma das músicas”.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Tal mãe, tal filha
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| Ana com Alessandra, na época, com 3 anos. |
Essa é uma parte da rotina de Ana Luiza Nicolau. A dona-de-casa aposentada e “mãetorista” é o que podemos chamar de supermãe, pois está sempre prezando pelo bem-estar de suas duas filhas, buscando lhes oferecer as melhores condições de educação e ensino para que, assim, um dia possam se qualificar para encarar o mercado de trabalho e a vida.
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Ana Luiza nasceu na cidade de São Paulo em 1958, ano em que o Brasil venceu pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol. O presidente naquela época era Juscelino Kubitschek, e o país vivia um período de grande expansão econômica. Ana conta que viveu toda a sua vida na capital paulista, com a família (pais e dois irmãos mais velhos) e recorda a sua infância - vivida no bairro Vila Romana, na Lapa -, dizendo que esta foi muito boa e que soube aproveitar este período. “Eu tive realmente infância, porque eu tinha a liberdade para andar de bicicleta em São Paulo!”.
A juventude de Ana foi bastante tranquila, sem muita rebeldia. Sempre tinha amigos em casa, com os quais costumava sair e ir aos bailinhos daquela época - bastante diferentes dos que temos hoje em dia. “Não eram nesse mundo de bebida e de droga. Não existia isso. A música era melhor. Tudo era melhor”.
A DECISÃO ERRADA
Quando se formou no ensino médio, Ana ingressou na faculdade de psicologia e conta que não gostou do curso. “Eu entrei na faculdade numa aposta. Meus amigos escolheram o curso porque eles falavam que eu não ia entrar na faculdade. Eles escolheram o curso baseados no que era mais difícil, porque era a única faculdade que tinha à noite e eu trabalhava”. Este era o ano de 1978, e Ana era funcionária do banco “Nossa Caixa, Nosso Banco”.
Após a descoberta de que havia passado no vestibular, Ana se matriculou no curso e disse que se acomodou. “Eu não faria isso hoje de jeito nenhum. Não gostei, acho que a psicologia é um campo pequeno de trabalho, muitos problemas na sua cabeça, não é a minha área”, conta a mãe que preferiu não trabalhar na sua área de formação, mas que pode ajudar a filha a estudar para uma prova de Psicologia.
NOVOS HORIZONTES
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| Ana e o marido, José Wellington, em uma viagem que fizeram à Bariloche, em 2010. |
Dois anos após entrar na faculdade, Ana conheceu José Wellington Gomes Nicolau. Ele também trabalhava no “Nossa Caixa, Nosso Banco”, mas em um setor diferente do de Ana. Naquele mesmo ano os dois começaram a namorar e em junho de 1990, se casaram. Hoje os dois são pais da Alessandra, de 20 anos, e da Ana Carolina, de 13.
MISSÃO QUASE CUMPRIDA E UM NOVO DESAFIO
No que diz respeito à criação das duas filhas, Ana fez o melhor que lhe foi possível, incentivando os estudos das duas e lhes permitindo escolher a carreira profissional que quiserem seguir. Para ela, o fato mais marcante da sua vida até então, foi quando a sua filha mais velha entrou na universidade, em 2009. Foi quando ela percebeu que já havia feito tudo o que estava ao seu alcance para a Alessandra e que de agora em diante, a jovem deverá enfrentar os seus desafios sozinha, mas sempre tendo a mãe ao seu lado. “A vida inteira você cuida dos filhos, dá educação, ensina conceitos, os dirige para aquilo que querem e chega uma hora em que eles têm que se virar”, explica.
Mesmo com uma filha praticamente pronta para encarar o mundo profissional, Ana diz que a sua missão ainda não está concluída e que a sua vida não mudou muito desde que Alessandra começou a frequentar a universidade. “Não mudou muito porque eu ainda tenho uma filha, a Ana Carolina”, diz.
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| Ana e Alessandra, em 2010. |
Quando perguntada se a sua experiência pessoal na universidade de alguma forma influenciou na escolha do curso que a Alessandra resolveu fazer, Ana responde que sim, mas de uma forma positiva. “A Alessandra pode escolher o curso que quis e a mesma coisa vai acontecer com a Ana Carolina. A gente vai orientando, e aí cabe a elas resolveram”. Hoje, Ana não tem nenhum arrependimento e diz que se a sua filha quiser mudar de profissão, basta fazer uma segunda faculdade, pois ela tem tempo, disposição, idade, força de vontade e o apoio total de sua mãe.


