quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Rindo à toa

Por Michelle Borges

“O fato mais marcante da minha vida aconteceu há dezesseis anos”. É o que explica Sandra Santoro, enquanto seu rosto exibe um grande sorriso. Sandra tem 46 anos e a sua profissão é dona-de-casa.

Há dezesseis anos, ou seja, em 1995, a vida de Sandra era bastante diferente de como é atualmente. “Era mais fácil. Tanto financeiramente, quanto emocionalmente. Muito mais fácil”.

Sandra pôde realizar um sonho. Sonho este que não consegue nem se lembrar de quando surgiu. A mudança implicada por essa realização foi tanta que hoje Sandra tem dificuldade em recordar como era a sua vida antes de 1995.

“Não me lembro como era. Eu só chegava em casa à noite. Minha casa não tinha vida durante o dia. Eu trabalhava”. Quando não estava trabalhando, saía com o marido ou fazia jantares para os amigos. Sandra não tinha preocupações.

Tudo isso mudou com a chegada de Guilherme. “Eu sempre quis ser mãe, sempre sonhei. Quando a enfermeira falou ‘nasceu e o menino é perfeito’ foi uma satisfação total”. Além do Guilherme, Sandra é mãe da Giulia, de 13 anos.



Com o nascimento de seus filhos, Sandra compreendeu que agora não é mais apenas ela, pois tem mais dois com quem dividir a atenção. “Escola, educação, saúde. Acabo me deixando mais de lado, pois tenho outras coisas com as quais me preocupar”.

Ao conhecer a história de Sandra, me veio em mente a seguinte citação, do místico indiano Bhagwan Shree Rajneesh:

No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo.

Quando perguntada se estava satisfeita com a realização deste sonho, Sandra foi bastante clara: “Sim. Não trocaria isso por nada”.

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