Por Michelle Borges
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| Ana com Alessandra, na época, com 3 anos. |
Essa é uma parte da rotina de Ana Luiza Nicolau. A dona-de-casa aposentada e “mãetorista” é o que podemos chamar de supermãe, pois está sempre prezando pelo bem-estar de suas duas filhas, buscando lhes oferecer as melhores condições de educação e ensino para que, assim, um dia possam se qualificar para encarar o mercado de trabalho e a vida.
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Ana Luiza nasceu na cidade de São Paulo em 1958, ano em que o Brasil venceu pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol. O presidente naquela época era Juscelino Kubitschek, e o país vivia um período de grande expansão econômica. Ana conta que viveu toda a sua vida na capital paulista, com a família (pais e dois irmãos mais velhos) e recorda a sua infância - vivida no bairro Vila Romana, na Lapa -, dizendo que esta foi muito boa e que soube aproveitar este período. “Eu tive realmente infância, porque eu tinha a liberdade para andar de bicicleta em São Paulo!”.
A juventude de Ana foi bastante tranquila, sem muita rebeldia. Sempre tinha amigos em casa, com os quais costumava sair e ir aos bailinhos daquela época - bastante diferentes dos que temos hoje em dia. “Não eram nesse mundo de bebida e de droga. Não existia isso. A música era melhor. Tudo era melhor”.
A DECISÃO ERRADA
Quando se formou no ensino médio, Ana ingressou na faculdade de psicologia e conta que não gostou do curso. “Eu entrei na faculdade numa aposta. Meus amigos escolheram o curso porque eles falavam que eu não ia entrar na faculdade. Eles escolheram o curso baseados no que era mais difícil, porque era a única faculdade que tinha à noite e eu trabalhava”. Este era o ano de 1978, e Ana era funcionária do banco “Nossa Caixa, Nosso Banco”.
Após a descoberta de que havia passado no vestibular, Ana se matriculou no curso e disse que se acomodou. “Eu não faria isso hoje de jeito nenhum. Não gostei, acho que a psicologia é um campo pequeno de trabalho, muitos problemas na sua cabeça, não é a minha área”, conta a mãe que preferiu não trabalhar na sua área de formação, mas que pode ajudar a filha a estudar para uma prova de Psicologia.
NOVOS HORIZONTES
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| Ana e o marido, José Wellington, em uma viagem que fizeram à Bariloche, em 2010. |
Dois anos após entrar na faculdade, Ana conheceu José Wellington Gomes Nicolau. Ele também trabalhava no “Nossa Caixa, Nosso Banco”, mas em um setor diferente do de Ana. Naquele mesmo ano os dois começaram a namorar e em junho de 1990, se casaram. Hoje os dois são pais da Alessandra, de 20 anos, e da Ana Carolina, de 13.
MISSÃO QUASE CUMPRIDA E UM NOVO DESAFIO
No que diz respeito à criação das duas filhas, Ana fez o melhor que lhe foi possível, incentivando os estudos das duas e lhes permitindo escolher a carreira profissional que quiserem seguir. Para ela, o fato mais marcante da sua vida até então, foi quando a sua filha mais velha entrou na universidade, em 2009. Foi quando ela percebeu que já havia feito tudo o que estava ao seu alcance para a Alessandra e que de agora em diante, a jovem deverá enfrentar os seus desafios sozinha, mas sempre tendo a mãe ao seu lado. “A vida inteira você cuida dos filhos, dá educação, ensina conceitos, os dirige para aquilo que querem e chega uma hora em que eles têm que se virar”, explica.
Mesmo com uma filha praticamente pronta para encarar o mundo profissional, Ana diz que a sua missão ainda não está concluída e que a sua vida não mudou muito desde que Alessandra começou a frequentar a universidade. “Não mudou muito porque eu ainda tenho uma filha, a Ana Carolina”, diz.
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| Ana e Alessandra, em 2010. |
Quando perguntada se a sua experiência pessoal na universidade de alguma forma influenciou na escolha do curso que a Alessandra resolveu fazer, Ana responde que sim, mas de uma forma positiva. “A Alessandra pode escolher o curso que quis e a mesma coisa vai acontecer com a Ana Carolina. A gente vai orientando, e aí cabe a elas resolveram”. Hoje, Ana não tem nenhum arrependimento e diz que se a sua filha quiser mudar de profissão, basta fazer uma segunda faculdade, pois ela tem tempo, disposição, idade, força de vontade e o apoio total de sua mãe.



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