quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Laços de Família

Por Mariana Monzani

Ele é o Luiz Alberto de Oliveira Monzani, 31 anos, casado, dois filhos. Perguntei sobre o dia mais marcante de sua vida... Disse que me falaria com todos os detalhes, porque realmente foi muito marcante!

“Eu, desde pequeno, sonhei em ter filhos. Sempre que via uma criança, um bebê, queria brincar com ele.”. Foi assim que ele começou a me contar sua história. Foi assim que, mais uma vez, eu me emocionei.Ele me disse que sempre soube que seria um paizão, daqueles que deita e rola com os filhos, que desmonta a casa para ver a risada deles. “E Deus abençoou o meu lar e o da Cláudia, minha esposa. Na primeira vez, com o nascimento da Julinha. Na segunda, com o nascimento do pequeno Luizinho”.

Ele me conta, emocionado, como vibrou com a notícia sobre a gravidez da esposa. Ela chegou a fazer diversos exames de farmácia, até a 1ª visita ao obstetra, até o exame de sangue, e aí sim, a confirmação da gravidez. Foram nove meses de muita ansiedade para os pais de primeira viagem. A gravidez foi tranquila. Luiz cantava para a nenê, conversava com ela, a Julinha na barriga da mãe, pela manhã quando acordava, e de noite, quando encontrava a esposa em casa. Cantava para ela. Contou para todo mundo assim que teve a notícia... Ligou para os pais no dia, antes das 07h00 da manhã, eufórico, contando que seria pai. Relata como uma experiência fantástica!

Chegou o dia do primeiro ultrassom... A emoção de ouvir o coraçãozinho de uma pessoinha que ele nem conhecia foi imensa. E depois, descobrir que era uma menina. Já sabiam que seria a Júlia.

Em uma terça-feira de sol, como qualquer outra, de março de 2006, Cláudia tinha consulta marcada com o obstetra, logo pela manhã, por volta das 08h00. O doutor não deixou-os sair do hospital. Pediu para Luiz ir buscar as malas em casa, porque o grande dia havia chegado. Saiu do consultório, avisou os pais que a nenê iria nascer, avisou os pais da esposa, e que todos eles fossem para a maternidade, acompanhar o nascimento da netinha.

A Julinha nasceu por volta das 14h00, do dia 28 de março. Ele se lembra bem da complicação que Cláudia teve com a anestesia, que até passou mal ao ver o tamanho da agulha da aplicação da medicação e teve que sentar na poltrona, pois estava suando frio. O parto demorou. Ele permaneceu ao lado da esposa, segurando a mão dela até que o médico anunciou o nascimento. Ouviu o primeiro choro. “Foi tudo muito mágico, uma sensação inexplicável! Vi se estava tudo bem com a Cláudia e com a nenê, dei o maior empurrão na porta para a saída da recepção, e lá estavam presentes as famílias. Meu pai ficou branco. Eu gritei ‘Nasceeeeeeeeeu’!”

Acompanhou a Julinha da sala de parto até a chegada ao berçário. Era a bebê mais linda, ele conta. “E, hoje, com cinco aninhos, só nos enche de alegria, por ser a menina amorosa e inteligente que é.”

Veio a segunda parte. Ser pai a segunda vez. A chegada do Luizinho não foi planejada, ficaram assustados e felizes, ao mesmo tempo, com mais um presente que chegava. Ele conta que a Julinha já fazia mil planos para o irmão ou a irmã que chegaria.

Cláudia passou pelos mesmos exames, como da primeira vez. “O médico nos alertou para a questão de um risco na gravidez, tanto eu como a Claudia, ficamos bem assustados no momento em que o médico solicitou um exame para ver como o bebê estaria. Chegamos a conclusão de que não faríamos esses exame, e que, se Deus escolheu isso para nós, estaríamos prontos para receber tudo, estaríamos prontos para o que der e vier”.

Nove meses depois, dia 15 de fevereiro de 2010, uma segunda-feira, nasceu o Luizinho, saudável, grande e guloso, por volta das 21h00, na maternidade Santa Joana. Ele não sabia se fotografava, se filmava, se falava com a esposa, se segurava o bebê... Foi muita emoção. Como se fosse a primeira vez. “Hoje o Luizinho está com 01 ano e 06 meses e começando a falar.”

Um dos vídeos que ele lembra que os filhos adoram e dão muita risada...



E uma música que, apesar de recente, faz Luiz lembrar dos momentos bons com a família e os pequenos que tanto ama - Coldplay, Paradise

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