segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Meia noite em Paris


por Beatriz Backes



Toda vez que Maurício canta essa música para Karina, ela deixa escapar algumas lágrimas de emoção.

Depois de dez dias circulando por Roma e Paris, mais um jantar em um dos belos restaurantes na Cidade-Luz. Karina sabia que seria especial, mas não imaginava o quanto.

Maurício pediu a sobremesa e mais duas taças de champagne – mesmo depois de alguns drinks. “Pensei que eu não aguentaria beber mais uma taça”, comenta Karina, que, no mesmo momento, temeu pelo resultado fina da conta.

Veio a sobremesa e uma nova declaração de Maurício para a namorada. Se a paixão de Karina pela cidade de Paris e pelo homem a sua frente já era grande, depois do que ouviu ainda aumentou. Ele aproveitou o momento romântico, em uma bela noite de férias em um restaurante com teto de abóboda de vidro, para reafirmar o seu amor por Karina e que aquela viagem tinha servido para que ele tivesse certeza de que ela era a mulher que ele sempre quis.

Se com apenas essas palavras Karina já deixava rolar algumas lágrimas, a surpresa seguinte seria decisiva. Maurício se levantou, ajoelhou e retirou uma caixinha de veludo do bolso, com um solitário dentro.

“E por tudo isso, eu queria saber: você quer casar comigo?”

Karina não esperava o pedido. Achava que aquela era mais uma das noites bem planejadas de suas sonhadas férias. Em estado de choque, Karina ouviu Maurício perguntar mais uma vez, para ter certeza de que ela ouvira.

A resposta regada à lágrimas e muita alegria foi o esperado “sim”, brindada com o champagne previamente pedido por Maurício.

“Eu não esperava que ele fosse me propor... Durante toda a viagem, comentei que queria comprar coisinhas para a nossa futura casa, mas, em nenhum momento, ele me deu a impressão de que isso ia acontecer tão rápido!”.

Entre os amigos do, agora, casal de noivos, vários tinham apenas decidido casar, sem um pedido oficial. Maurício comprara o anel ainda no Brasil, antes da viagem à Europa e já tinha planejado tudo. Memorável – era o que ele desejava que o dia 23 de agosto fosse.





Um comentário:

  1. Bia, querida! Só agora pude ler o seu texto! Você é uma linda e querida! Adorei! Tenho certeza de que será uma jornalista "formada" muito competente, porque profissional você já é :)
    Conte sempre comigo nessa jornada da vida!
    Beijos,

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