Por Michelle Borges
“Se não falar para as pessoas sobre o meu passado, ninguém imagina as coisas pelas quais passei ao longo de todos esses anos”, diz William Correa. Ele tem 40 anos e trabalha como comerciante. Antes disso, ele era dependente químico.
“Se não falar para as pessoas sobre o meu passado, ninguém imagina as coisas pelas quais passei ao longo de todos esses anos”, diz William Correa. Ele tem 40 anos e trabalha como comerciante. Antes disso, ele era dependente químico.
O vício de William em drogas começou quando ele tinha dez anos. Na época, ele havia conseguido o seu primeiro emprego, em uma fábrica de carteiras onde também trabalhavam outras crianças. Lá, elas tinham contato próximo e diário com cola e, por isso, o vício foi desenvolvido rapidamente.
Com o passar dos anos, William entrou em contato com outras substâncias, como o crack, a cocaína, a maconha e o álcool. Ele nunca terminou os estudos e aos 22 anos passou a morar nas ruas. Neste período, foi preso e, por interferência da polícia, foi internado em uma clínica de reabilitação. Pouco tempo depois de sua saída da clínica, veio uma recaída.
Dessa vez, um antigo patrão teve a iniciativa de interná-lo novamente e se responsabilizou por todas as despesas necessárias durante o tratamento, além de fazer visitas regulares ao centro de reabilitação. Quando deixou a clínica, William teve uma segunda recaída e em um mês se encontrava em estado pior do que quando havia sido internado.
Após passar cinco dias acordado consumindo entorpecentes, William tomou uma decisão importante e que mudaria os rumos de sua vida. Ele decidiu ir para a casa de sua mãe, a quem prometeu que passaria a frequentar reuniões do grupo Alcóolicos Anônimos e que se livraria do vício.
Hoje, William trabalha como comerciante no Brás, no centro de São Paulo e frequenta os Alcoólicos Anônimos de Santa Cecília. Ele aprendeu a viver um dia de cada vez e conta a sua história para ajudar pessoas, que como ele, lutam contra o vício em drogas.
Histórias de dependentes químicos como William são tema recorrente em produções cinematográficas. Um exemplo é o filme "Réquiem para um sonho", de Darren Aronofsky, que serviu de inspiração para o título do post. Confiram o trailer abaixo:

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