segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vale-Tudo

Por Beatriz Backes



Fantástico. Essa foi a descrição de uma recém-formada em Farmácia ao descrever a experiência de trabalhar em uma das maiores indústrias mundiais do ramo. O brilho nos olhos e o sorriso são suficiente para completar a descrição.


Mariana Sobral Backes Costa nasceu em 10 de maio de 1988 mas definiu como uma das datas mais importantes de sua vida o dia primeiro de março deste ano. E o motivo é aquele que todos os estudantes ou graduados em qualquer área deseja alcançar: o reconhecimento de todo seu esforço por meio da contratação em uma grande empresa.


“É o reconhecimento de toda a dedicação de quarto anos de faculdade”, explica ela sobre esse momento vivido. “É quando posso colocar em prática toda a técnica e conhecimentos apreendidos”.


Mas, para tudo isso se realizar, quarto etapas foram cumpridas com sucesso: envio e seleção de currículo por um site de recursos humanos terceirizado, uma prova online de conhecimentos gerais e específicos, uma dinâmica de grupo e uma entrevista com o gestor responsável pelo departamento na indústria.


Porém, mesmo que o desempenho fosse excepcional na seleção, nada teria dado certo se não acontecesse em um Período de reestruturação da empresa. “A Pfizer tinha aberto 8 vagas no mesmo setor. E isso é uma coisa extremamente rara. Hoje, tem muito mais profissional do mercado do que vagas”.


E se encaixar no perfil da empresa foi fundamental, acrescenta Mariana. Seu temperamento e perfil – fortes o suficientes para suportar o ambiente de pressão, mas, ao mesmo tempo, tranqüilos para conseguir lidar com ele – foram decisórios para a contratação e a transformação de mais um primeiro de março em um dia especial.


Toda a dedicação no período universitário, as iniciações científicas, a participação na fundação de uma farmácia escola e os estágios não-remunerados também capacitaram-na para enfrentar um ambiente de trabalho “real”. Não adianta ser um aluno exemplar se o seu comportamento não depõem a seu favor, alerta ela, enquanto se lembra de colegas de graduação que, ainda que dedicados, não conseguiram boas colocações no mercado de trabalho.


Hoje, são horas e horas dedicadas a testes e experiências de substâncias e matérias-primas, das quais, grande parte noturnas e cumpridas nos finais de semana, dentro de um laboratório. “E essa é a melhor parte”, confessa Mariana, já que, em um dia de semana comum, o laboratório é dividido por mais de 100 analistas e, no seu horário especial, por apenas 4. “Mas, ainda assim, temos que lidar com todos os problemas de máquinas e demandas praticamente sozinhos”.


O maior desafio? Raciocinar rápido o suficiente para cumprir prazos sem cometer erros nas análises. “E se acabo matando alguém por erro nas análises dos remédios?”


A sensação de vitória ainda é muito presente. Tão presente que, quando perguntada uma possível trilha sonora para este momento de sua vida, não há dúvidas: Queen. Vale tudo quando se trata de uma conquista.


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